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27 de maio de 2009




O ritmo... o ritmo é algo muito interessante.

Se pensarmos um pouco, para tudo na natureza, mas para tudo mesmo existe um ritmo. E aqui perceba-se que nós "Seres Pensantes" estamos incluídos nesta natureza a que me refiro.


A maré sobe e baixa por causa do um ritmo... o Sol põe-se e a Lua reaparece pelo mesmo motivo... respiramos com ritmo... assim como amamos... também com um ritmo!

Várias notas unidas, outras soltas, mas todas juntas na mesma partitura.

Enquanto que para uns a noite foi feita para dormir, para outros o dia é uma seca... Depois há aqueles que se adaptam: dormem quando têm que dormir e mantêm-se despertos quando tem que ser.

Se para uns é no mistério da noite que se encontram, para outros, é durante o brilho do raio de sol que se esgueira pela janela que se sentem verdadeiramente.

... E quando passamos a "ar ritmar"? Não a insuflar ar de forma rítmica mas a sair do compasso, não connosco, mas com os outros?

E quando, enquanto inseridos num determinado meio, os vários ritmos passam a estar em escalas diferentes, deixam de estar em sintonia, desafinam, o que fazer?...

Isto tudo para quê?! Para vos dizer que nem sempre o percussionista que há em nós é o certo... nem o melhor... nem sempre ele concorda com o maestro mas... acima de tudo, tal como as cordas de uma guitarra que tem várias escalas e que em conjunto produzem melodias incomparáveis, ter a capacidade para compreender que todos os ritmos e cheiros que se vão cruzando na nossa "orquestra" são necessários para a nossa própria evolução!


... Biologicamente falando, claro!...

Foto Marta Freitas

26 de maio de 2009


«Há tatuagens que marcam mais que a pele onde foram desenhadas... Assim como a agulha que, perfurando a pele deixa um rasgo de côr entranhado em mim, parte do que sou se transforma.

Já não sou quem era e nem por isso sinto saudades.

Deixei de ser aquele que todos conhecem e passei a ser o Todo que (ainda) teima em se esconder.

E com o mesmo zumbido do motor que parece que não acaba mais, permito-me deixar o casulo... tal como a crisálida que se transmutou... ganhou asas e voou!»



In "Diário de uma vida"

"Há em nós luz e sombra, dia e noite"











"(...) E ter poder é também, por exemplo, acordar de manhã e ser capaz de vibrar com o Sol, com o facto de estar vivo, de amar este e aquele, isto e aquilo, que por nós vai passando..."






Maria José Costa Félix in "Sol e Lua de mãos dadas"

Ele há com cada um!


Durante a minha rápida ida ao supermercado, um rapaz que se encontrava à minha frente comentava com uma amiga que mantinha sempre o seu filho (bébé de meses) calçado para ele não ficar com pé-de-atleta...

... Dei por mim a imaginar o bébé a sair disparado do carrinho onde estava calmamente sentado, de chucha na boca e a fazer os 100 mts barreiras!


Fiz um esforço titanico para não desatar a rir :-)
"Dizem-nos os grandes mestres que nada há de mais importante do que procurar saber o que é o Eu.
(...)
Nada há, no entanto, de mais dificil. E demorado.
(...)
Discernir é tomar consciência de. Olhar para nós próprios, observando com atenção o que nos está a acontecer e à nossa volta, como se saíssemos de nós e sem desejar alterar seja o que for.
Atender ao sentimento que nos invade, mas distanciando-nos relativamente ao que sentimos. Limitar-nos a observá-lo sem reagir.
É manter uma atitude interior de atenção constante ao que fazemos, dizemos, vemos ou ouvimos.
(...)
Ao longo da vida, as caracteristicas da nossa maneira de ser vão-se alterando à medida que as circunstâncias mudam e, com elas, desejos e necessidades. Mas é com a imagem que apresentamos ao mundo - e que, reflectida, dele recebemos - que nos identificamos.
E se a partir desta identificação a nossa consciência não se for alargando, chamamos Eu a algo que pode não passsar de um conjunto de condicionamentos."


... Não vos faz lembrar nada?...


Maria José Costa Félix in "Sol e lua de mãos dadas"

MUDRÁ


"Um gesto de carinho,
um gesto de pacificação,
um gesto de tolerância.
Um gesto sentido,
um gesto profundo,
um gesto de bênção.
Mãos que afagam,
mãos que realizam,
mãos que seguram as mãos
dos companheiros,
como que a dizer a cada um:
«conta com a minha amizade,
sou teu amigo
Seja qual for, o gesto do Yôga
transmite a força e o amor
que brota do âmago da sua alma
e irrompe pelas próprias mãos...
Isso é mudrá!"
DeRose in "Tratado de Yôga"

25 de maio de 2009

Se me lembra de mais algum, dir-te-ei...


"Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exacta para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco,
porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o João-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outros sim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afectos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer, sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher.
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar."


Vitor Hugo