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20 de janeiro de 2010

Circulo de Leitura



Ainda não leu o livro? Porque espera?
 Dia 27.JAN. às 20h30

22 de dezembro de 2009

Coisas que a Vida me ensinou (quem não serve como amigo, não serve como inimigo)

«Já vi muita gente declarando: “Fulano não serve para ser meu amigo. Vou lhe dizer umas poucas e boas.”


A sabedoria popular diz que mexer no que não cheira bem só faz piorar o odor. Se o Fulano em questão realmente não serve como amigo, o melhor é tomar uma medida amenizadora do mal-estar ou do mal-entendido surgido e, depois, promover um afastamento cordial.

A vida me ensinou que uma pessoa que não sirva para se conviver, alguém em quem não se possa confiar, é também uma pessoa com quem devemos evitar confusão.

O que é que você ganha discutindo com alguém? Algumas pessoas fazem isso porque andaram assistindo novela e aprenderam a “não levar desaforo para casa”. Algumas dessas pessoas nem mesmo sabem conduzir um relacionamento de amizade ou conjugal sem estar todo o tempo a contender, como se a existência devesse consistir em um incessante defender-se dos outros e proteger seu território. Isso caracteriza nível educacional muito baixo. Pessoas educadas e elegantes não utilizam esse paradigma.

Quem se melindra e briga por tudo e por nada, é portador de complexo de inferioridade. Se você não é um complexado, não precisa responder a uma agressão com outra agressão.

Agora considere: quem parte para um bate-boca não pode ser uma pessoa fina. Geralmente, tem pouco a perder. Não é o seu caso. Tornar-se inimigo de uma pessoa ralé pode lhe custar dissabores futuros, ao longo de toda a sua vida. O que fazer então? Deixar o inconveniente azucrinar a sua existência? Jamais! Quem não serve para ser seu amigo deve ser afastado com arte. Dependendo do tipo de relacionamento que vocês mantiveram, promova um distanciamento progressivo e, volta e meia, você tempera com uma cortesia. Por outro lado, recuse gentilmente os convites para o estreitamento da convivência, mediante justificativas aceitáveis.

O que você não deve fazer é partir para a briga, ou insultar, ou prejudicar a quem quer que seja. A maior parte das pessoas que trabalharam comigo e que eu precisei exonerar, continuam minhas amigas. A maior parte das minhas ex-esposas continuam mantendo boas relações comigo. As pessoas com quem não consegui preservar o distanciamento cordial e que hoje não gostam de mim, considero que, com essas, fracassei. Felizmente, foram poucas.

Isso de “ter que conversar” só funciona quando as pessoas são de fato amigas ou muito inteligentes, o que não constitui a média da humanidade! Nem com marido e mulher essa coisa de sentar para conversar funciona muito bem. Cada qual fica na defensiva e sai briga. Isso só funciona para os terapeutas, cuja profissão é o diálogo. É muito melhor adotar a tática da gentileza e do carinho quando não for o caso da necessidade de afastamento.» Mestre DeRose in http://www.uni-yoga.org/blogdoderose



Lindo, não é?

 

23 de outubro de 2009

Descrito ao pormenor... delicioso

«Quando o senhor, também conhecido como deus, se apercebeu de que a adão e eva, perfeitos em tudo o que apresentavam à vista, não lhes saía uma palavra da boca nem emitiam ao menos um simples som primário que fosse, teve de ficar irritado consigo mesmo, uma vez que não havia mais ninguém no jardim do éden a quem pudesse responsabilizar pela gravíssima falta, quando os outros animais, produtos, todos eles, tal como os dois humanos, do faça-se divino, uns por meio de rugidos e mugidos, outros por roncos, chilreios, assobios e cacarejos, desfrutavam já de voz própria. Num acesso de ira, surpreendente em quem tudo poderia ter solucionado com outro rápido fiat, correu para o casal e, um após outro, sem contemplações, sem meias-medidas, enfiou-lhes a língua pela garganta abaixo. Dos escritos em que, ao longo dos tempos, vieram sendo consignados um pouco ao acaso os acontecimentos destas remotas épocas, quer de possível certificação canónica futura ou fruto de imaginações apócrifas e irremediavelmente heréticas, não se aclara a dúvida sobre que língua terá sido aquela, se o músculo flexível e húmido que se mexe e remexe na cavidade bucal e às vezes fora dela, ou a fala, também chamada idioma, de que o senhor lamentavelmente se havia esquecido e que ignoramos qual fosse, uma vez que dela não ficou o menor vestígio, nem ao menos um coração gravado na casca de uma árvore com uma legenda sentimental, qualquer coisa no género amo-te, eva. Como uma coisa, em princípio, não deveria ir sem a outra, é provável que um outro objectivo do violento empurrão dado pelo senhor às mudas línguas dos seus rebentos fosse pô-las em contacto com os mais profundos interiores do ser corporal, as chamadas incomodidades do ser, para que, no porvir, já com algum conhecimento de causa, pudessem falar da sua escura e labiríntica confusão a cuja janela, a boca, já começavam elas a assomar. Tudo pode ser. Evidentemente, por um escrúpulo de bom artífice que só lhe ficava bem, além de compensar com a devida humildade a anterior negligência, o senhor quis comprovar que o seu erro havia sido corrigido, e assim perguntou a adão, Tu, como te chamas, e o homem respondeu, Sou adão, teu primogénito, senhor. Depois, o criador virou-se para a mulher, E tu, como te chamas tu, Sou eva, senhor, a primeira dama, respondeu ela desnecessariamente, uma vez que não havia outra. Deu-se o senhor por satisfeito, despediu-se com um paternal Até logo, e foi à sua vida. Então, pela primeira vez, adão disse para eva, Vamos para a cama.»


[José Saramago in Caim, Caminho, 2009]


Retirado daqui http://bibliotecariodebabel.com/geral/primeiro-paragrafo-do-novo-romance-de-jose-saramago/#comments

15 de outubro de 2009

Código de Ética do Yôgin

A semana passada transcrevi a primeira norma ética do Yôgin. Hoje, é tempo de apresentar-te a segunda.

Se ainda não leste a anterior, sugiro que voltes atrás. Lê e assimila, para puderes avançar no teu estudo.

Todas elas são acompanhadas de um preceito moderador de igual importância.

Este e outros temas, poderás encontrá-las na obra "Tratado de Yôga", do educador DeRose.



SATYA



- A segunda norma ética do Yôga é satya, a verdade.


- O Yôgin não deve fazer uso da inverdade, seja ela na forma de mentira, seja na forma de equívoco ou distorção na interpretação de um facto, seja na omissão perante uma dessas duas circunstâncias.


- Consequentemente, ouvir boatos e deixar que sejam divulgados é tão grave quanto passá-los adiante.


- O boato mais grave é aquele que foi gerado com boa-fé, por falta de atenção à fidelidade do facto comentado, já que uma inverdade dita sem más intenções tem mais credibilidade.


- Emitir comentários sem o respaldo da verdade, sobre factos ou pessoas, expressa inobservância à norma ética.


- Praticar ou transmitir uma versão inautêntica de Yôga, constitui exercício da inverdade.


- Exercer o ofício de instrutor de Yôga sem ter a formação específica, sem habilitação mediante avaliação de autoridade competente ou sem a autorização do seu Mestre, constitui acto ilegítimo.


PRECEITO MODERADOR



- A observância de satya não deve induzir à falta de tacto ou caridade, sob o pretexto de ter que dizer sempre a verdade. Há muitas formas de expressar a verdade.





Agora que terminaste, volta a lêr. Lê cada palavra, cada frase como se fosse a primeira vez. Só relendo é que terás a capacidade de observar algo que tenha escapado, só relendo é que poderás assimilar ponto por ponto.


SWÁSTHYA!

22 de junho de 2009

Vamos, Criatura!

Depois das vivências deste fim-de-semana maravilhoso, encontrei este texto no blog do meu querido DeRose... Que educador!
Não podia deixar de partilhá-lo convosco.
Sei que por vezes é precisamente assim que te sentes, mas como podes vêr, a mudança és tu que a fazes. O problema não está no método nem nas ferramentas que te são ensinadas... está sim na nossa indisciplina para as aplicarmos.



"Você já parou para pensar que suas ações são meros reflexos de um condicionamento social que a escraviza a um comportamento estereotipado, comportamento de rebanho que caminha para o matadouro, infeliz, mas resignado?
Já meditou no fato de que você não usa o seu livre arbítrio nem um pouco e que você pensa, fala, sente e age de acordo com aquilo que os outros esperam de você?
Onde está o ser inteligente que se distingue do resto dos animais pelo seu poder de volição e de decisão? Ele está manifestado em você? Vamos, sinceridade. Você faz o que quer – ou, ao menos, atreve-se a pensar o que quer? Ou pensa aquilo que a família, a sociedade, os amigos, as instituições querem que você pense?
Não, não pare de ler. Ou só vai ler as coisas amorosas que eu escrever? Enfrente pelo menos um pedaço de papel que lhe diz na cara que você não se assume. Que você tem sido tão influenciável pela opinião dos outros, que está se tornando uma pessoa sem vontade, sem personalidade.
Não estou zangado, não. Estou é tentando sacudir você tão bem que talvez consiga despertar. Afinal, você é inteligente e sabe a enorme variedade de doenças físicas e psíquicas que advêm da frustração, da auto-mentira, da infelicidade crônica do dia-a-dia sem sentido, do stress causado pela rotina medíocre e mesquinha.
Você já achou o sentido da sua vida?
A vida é dinamismo, é movimento e não estagnação. Estagne-se pelo medo de agir e se deteriorará como as tantas esposas e mães que vivem frustradas e arrependidas por não se terem deixado arrebatar por uma grande causa… e hoje trazem no semblante os vincos indeléveis da infelicidade incurável, essa mesma infelicidade que não hesitam em oferecer como herança malsã às suas filhas para que vivam as as mesmas pressões, mesmas depressões, as mesmas conversas, as mesmas fofocas, a mesma impotência para um orgasmo pleno ou para uma opinião própria, as mesmas lamentações, as mesmas lágrimas…
Você tem um compromisso cósmico agora! Mas tem, também, a liberdade de não aceitá-lo. O karma lhe deu a liberdade de opção que constitui a chave mestra de um fardo chamado responsabilidade. Só que, ingrata, você recusa essa dádiva e se obstina em não querer assumir a responsabilidade da decisão.
Você se acomoda indolentemente na almofada fofa da inércia. Simplesmente por medo de enfrentar uma mudança.
Já parou para pensar na idade que tem? Não acha que já está na hora de ter um pouco mais de maturidade?
Vamos! Utilize uma pontinha de sinceridade e responda: essa é a vida que você queria? Ela a realiza? Você já pensou como é que vai ser o seu futuro se tudo continuar nessa covardia e nessa acomodação?
Vamos, Criatura! Aventure-se, corra o risco que a vida é isso. A vida vale a pena quando se tem uma boa causa pela qual se possa sorrir ou chorar, pela qual se possa viver ou morrer."




Texto extraído do blog do Mestre DeRose em http://www.uni-yoga.org/blogdoderose/

8 de junho de 2009

Vamos Mudar de Hábitos de Vida?

No passado dia 05.JUN foi comemorado o Dia Internacional do Ambiente.
Andava à procura deste específico filme. Vi a sua apresentação nos jornais mas não tinha tomado nota do nome... apenas que alguém, um francês chamado Bertrand, alertava para a necessidade de mudança... de modos e hábitos de vida de forma a evitarmos uma catástrofe ambiental.
Só hoje é que deu frutos a minha pesquisa... Sabem onde? No blog do grande DeRose... a sintonia é algo incrivel!
Não podia deixar de partilhar convosco esta mensagem tão importante. É longo, mas também o que são duas horas para tomarmos consciência da "casa" onde vivemos?!

Vejam o video completo em http://www.youtube.com/watch?v=tCVqx2b-c7U

Este video é o resumo do trabalho belíssimo de pesquisa feita pelo Yann Arthus-Bertrand... mas não deixem de vêr o video completo.

26 de maio de 2009

"Há em nós luz e sombra, dia e noite"











"(...) E ter poder é também, por exemplo, acordar de manhã e ser capaz de vibrar com o Sol, com o facto de estar vivo, de amar este e aquele, isto e aquilo, que por nós vai passando..."






Maria José Costa Félix in "Sol e Lua de mãos dadas"

"Dizem-nos os grandes mestres que nada há de mais importante do que procurar saber o que é o Eu.
(...)
Nada há, no entanto, de mais dificil. E demorado.
(...)
Discernir é tomar consciência de. Olhar para nós próprios, observando com atenção o que nos está a acontecer e à nossa volta, como se saíssemos de nós e sem desejar alterar seja o que for.
Atender ao sentimento que nos invade, mas distanciando-nos relativamente ao que sentimos. Limitar-nos a observá-lo sem reagir.
É manter uma atitude interior de atenção constante ao que fazemos, dizemos, vemos ou ouvimos.
(...)
Ao longo da vida, as caracteristicas da nossa maneira de ser vão-se alterando à medida que as circunstâncias mudam e, com elas, desejos e necessidades. Mas é com a imagem que apresentamos ao mundo - e que, reflectida, dele recebemos - que nos identificamos.
E se a partir desta identificação a nossa consciência não se for alargando, chamamos Eu a algo que pode não passsar de um conjunto de condicionamentos."


... Não vos faz lembrar nada?...


Maria José Costa Félix in "Sol e lua de mãos dadas"

7 de maio de 2009

Vai um livro?

78ª Feira do Livro de Lisboa
no Parque Eduardo VII
de 30 de Abril a 17 de Maio
2ª a 5ª Feira
Das 12h30 às 20h30
6ª e véspera de feriados
Das 12h30 às 23h00
Sábados
Das 11h00 às 23h00
Domingos
Das 11h00 às 22h00